Os 691 alunos e 57
professores do ensino fundamental da Escola de Educação Básica da Universidade
Federal de Uberlândia (Eseba) vão contar com uma ferramenta didática especial,
a partir do ano que vem. Cada um deles terá o seu próprio laptop (computador
portátil) para usar na escola e até levar para casa. Ao todo, 785 computadores
vieram por meio do Programa Um Computador por Aluno (Prouca) do Ministério da
Educação (MEC) que busca a inclusão digital. A Eseba será a primeira
instituição de ensino de Uberlândia a fazer parte do programa.
De acordo com a diretora
da escola Elizabet Rezende de Faria, a ferramenta será usada assim como os
livros didáticos. Os alunos ficarão com o equipamento pessoal enquanto
estudarem na escola.
“Temos ideias de implementar de acordo com a proposta pedagógica de cada nível
de ensino. Vai promover uma maior interação entre alunos, professores, até com
outras escolas do Brasil e do mundo. Acredito que também vai motivar ainda mais
os alunos a estudar”, afirmou.
A proposta é para que os
laptops comecem a ser usados em meados do primeiro semestre. Segundo a
diretora, a escola precisará passar por algumas reformas estruturais para a
implantação da nova ferramenta. “Teremos que ampliar nossa rede elétrica e de
internet e capacitar os professores para usarem o laptop. Além disso,
precisaremos de mais monitores e estagiários para dar manutenção nas máquinas”,
disse Faria.
Laptops
Os aparelhos foram
fabricados pela CCE e custam cerca de R$ 550. Todos eles operam na plataforma
gratuita Linux e têm telas de sete polegadas, 512 Mb de memória e baterias com
autonomia de três horas. Os laptops terão programas para processamento de
textos, edição e visualização de imagens, acesso à internet, entre outros (veja
a tabela).
Alunos aprovam ferramenta
Para os professores, a
nova ferramenta será muito válida para o ensino. “Essa geração já é adepta da
tecnologia, mas ainda hoje alguns não têm acesso. Assim, todos terão
oportunidade e vai melhorar muito o ensino”, disse Venilton Gonçalves, 53,
professor de informática.
Nickolas Ferreira e Ana
Luiza Alves, ambos de 8 anos, são alunos do 2º ano e, para eles, ter o próprio
computador é definido com o termo, “legal”. “Vai ser muito bom para fazer
pesquisas e estudar em casa sem ter que usar o computador do meu pai”, disse
Nickolas. “Vai me incentivar a estudar mais”, disse Ana Luiza.
Laptosp não substituem papel e lápis
Implantado em 2007 pelo
MEC, o Prouca forneceu laptops em um projeto piloto para escolas de São Paulo,
do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e de Tocantins. Em 2010,
300 escolas do país foram beneficiadas. Mas, na prática, a ferramenta não deve
substituir os tradicionais, papel e lápis.
De acordo com a diretora
da Eseba, Elizabet Rezende de Faria, os computadores serão ótimas ferramentas
de apoio. “Tem coisas que não podem ser substituídas. Se isso acontecer, será
um equívoco. A criança que está em fase inicial de aprendizado só aprende com o
concreto, só o mundo virtual não é suficiente”, disse.
O professor de Filosofia
Rones Aureliano compartilha do mesmo pensamento e afirma que, em sua
disciplina, que trabalha com ideias, continuará sendo necessário algo mais dos
alunos. “Será uma ferramenta de auxílio em sala de aula, mas a reflexão depende
de cada aluno”, afirmou.
Especificações Laptops
Gerais
Sistema Operacional Linux
7 polegadas de tela
512 Mb de memória
Bateria com autonomia de 3 horas
Programas
- Processamento de textos com recursos para uso de imagens
gráficas e tabelas
- Planilha eletrônica
- Edição e visualização de imagens
- Navegador web compatível com plugins Java e Flash
- Jogos educacionais como xadrez e palavras cruzadas
- Leitura de PDFs
- Reprodução de arquivos de som e vídeo
Fonte: Jornal Correio de Uberlândia.